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A placenta é o órgão que funciona como oxigenador do sangue fetal, enquanto os pulmões do bebê ainda não são funcionantes, o que só vai ocorrer depois que ele nascer e respirar. O sangue oxigenado que vem da placenta, então, corre pela veia umbilical , que junto com as duas artérias umbilicais, que se entrelaçam com a veia, formam o cordão umbilical (FIGURA 10). Este sangue mais oxigenado que vem pela veia umbilical, já dentro do fígado do bebê, ganha alta velocidade ao passar por um vaso muito importante durante a vida fetal, chamado de ducto venoso, que sai da veia umbilical e desemboca na veia cava inferior, junto à sua entrada no átrio direito. A velociade do sangue neste local está aumentada porque o ducto venoso é um vaso bem estreito, e que então funciona como se estivéssemos apertando uma mangueira com água, acelerando seu fluxo. A maior razão para que isso ocorra é que este sangue mais oxigenado, que entra no coração em alta velocidade, é dirigido, através do orifício que está entre os dois átrios, o forame oval, para o átrio esquerdo. Isso garante que o oxigênio atinja o ventríclo esquerdo, e dele, atravás da aorta, todo o corpo do feto. O sangue menos oxigenado, que vem dos tecidos do organismo, corre pelas duas veias cavas, a superior, drenando a cabeça e as extremidades superiores, e a inferior, que drena as extremidades inferiores e a parte de baixo do corpo. Como as duas veias cavas desembocam no átrio direito, e este sangue tem velocidade baixa, ele se escoa para o ventrículo direito e dele sai pela artéria pulmonar. Do sangue que é ejetado através da artéria pulmonar, cerca de 20% chega aos pulmões, mas ele apenas irriga os tecidos pulmonares, já que só vai ocorrer troca de gases no pulmão para oxigenação depois que o bebê nascer e respirar. Os 80% restantes do sangue que saem pela artéria pulmonar são dirigidos para a aorta descendente pelo canal arterial que, como já vimos, é um grande vaso que une a artéria pulmonar à aorta. O sangue volta à placenta pelas artérias umbilicais e o ciclo recomeça. Assim, as comunicações normais entre as estruturas cardíacas, necessárias à circulação fetal, e que se fecham após o nascimento, são: a comunicação entre os átrios ( através do forame oval) a comunicação entre a artéria pulmonar e a aorta (através do canal arterial) a comunicação entre a veia umbilical e a veia cava inferior (através do ducto venoso) a comunicação fisiológica entre as artérias umbilicais e a veia umbilical (através da placenta)
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